Ano 5

Número 58

Outubro 2003

Bacias sedimentares brasileiras

Bacia de São Luís-Grajaú

 

 

 

Bacia de São Luís-Grajaú

Dilce de Fátima Rossetti*

*Museu Paraense Emílio Goeldi, Coordenação de Pesquisa e Pós-Graduação, Belém, Pará, Brasil (e-mail: rossetti@museu-goeldi.br)

A bacia de São Luís-Grajaú localiza-se, em sua grande parte, no Estado do Maranhão, estando imediatamente a norte da bacia paleozóica do Parnaíba, com a qual se limita pelo Lineamento Estrutural Xambioá1, 2 (Figura 1). Além deste limite sul, esta bacia é definida pelo Lineamento do Rio Parnaíba a leste, Arco do Capim a noroeste e Graben de Ilha Nova a norte3. O grau de conhecimento desta bacia é ainda restrito, tendo esta sido mais intensamente estudada nos últimos 10 anos.

A gênese da bacia de São Luís-Grajaú acha-se ligada a esforços combinando cisalhamento puro e transcorrência associados ao processo de formação de um sistema rift intracontinental abandonado2, 4 desenvolvido ao longo da margem equatorial brasileira durante o processo de separação dos continentes africano e sul-americano, no Neojurássico/Eocretáceo. Previamente referida como bacia do Alto Parnaíba e bacia de Codó, a bacia do Grajaú foi unida à bacia de São Luís, ao norte, tendo-se em vista afinidades no arcabouço estrutural e no preenchimento sedimentar2. Estudos faciológicos e estratigráficos utilizando-se dados de superfície e subsuperfície demonstram que estas bacias se comportaram como depressões individualizadas somente até o Albiano (cerca de 112 milhões de anos), quando então houve a transposição de altos estruturais que serviam de barreiras ao avanço da sedimentação para sul2.

 

Figura 1 - Mapa de localização da bacia de São Luís-Grajaú na região meio-norte do Brasil, com indicação dos principais lineamentos estruturais que limitam suas margens.

 

A bacia de São Luís-Grajaú se estabeleceu sobre rochas gnáissicas, graníticas e metassedimentares do Cinturão de Dobramento Gurupi e Tocantins-Araguaia e Craton de São Luís, bem como rochas sedimentares da Formação Bequimão e demais formações da bacia do Parnaíba5. Seu preenchimento atinge até 4.000 m de espessura no depocentro, localizado na região de Pinheiro (Figura 1). A evolução tectônica deste rift marginal é, de forma geral, similar às das demais bacias localizadas ao longo da margem continental brasileira, podendo ser resumida em três estágios: 1) pré-rift - adelgaçamento crustal e formação de depressão com subsidência lenta (Aptiano); 2) rift - falhamento intenso do tipo transtensional, formação de uma depressão profunda e acúmulo de espessa sucessão sedimentar (Albiano); e 3) drift - deriva continental e rápida ampliação do fundo oceânico associada à subsidência termal (final do Albiano a Cenomaniano).

O preenchimento sedimentar reflete esses estágios tectônicos, consistindo quase que integralmente em rochas cretáceas, com uma delgada cobertura cenozóica (Figura 2 e Figura 3). Nestes últimos anos, investigações enfocando aspectos faciológicos e estratigráficos vêm sendo desenvolvidas de forma mais sistemática em várias áreas da bacia de São Luís-Grajaú onde os depósitos cretáceos acham-se bem expostos. Como resultado deste esforço continuado, houve significativo incremento no grau de conhecimento destas rochas referente à reconstrução paleoambiental e evolução estratigráfica6, 7, 8, 9, 10, 11. Assim, durante o estágio pré-rift, esta bacia começou a ser preenchida por folhelhos negros, evaporitos e calcários lacustres da Formação Codó, além de depósitos flúvio-deltaicos da Formação Grajaú (Neoaptiano). Estes depósitos são recobertos por uma espessa sucessão sedimentar formada a partir do Albiano. Trabalhos de modelamento de fácies dentro do contexto da estratigrafia de seqüências resultaram na distinção de três intervalos estratigráficos dentro de estratos formados do Albiano ao final do Cretáceo na porção norte da bacia, os quais foram reunidos sob a designação formal de Grupo Itapecuru12, o qual inclui a Unidade Indiferenciada (Eo/Mesoalbiano), a Formação Alcântara (Neoalbiano-Cenomaniano) e a Formação Cujupe (Cretáceo Superior). Destas, a Unidade Indiferenciada representa grande parte do estágio rift da bacia, enquanto que as outras duas unidades iniciaram seu processo de formação já no estágio de deriva continental. A Unidade Indiferenciada ocorre principalmente em subsuperfície, e consiste em uma espessa seqüência (aproximadamente 1500 m) mapeada com auxílio da correlação de perfis de raios gama, mas ainda não detalhada internamente. Estudos palinológicos realizados na borda leste da bacia13 comprovaram a existência destes depósitos em afloramentos ao longo de uma larga faixa no Rio Itapecuru, os quais possibilitaram também a reconstituição de um sistema deposicional dominantemente deltaico-lagunar, com fases de destruição devido ao retrabalhamento dos sedimentos por ondas normais e de tempestade. As características sedimentológicas e o conteúdo paleontológico, representado por uma mistura de fauna marinha e continental, apontam para paleoambientes costeiros, possivelmente sistemas de ilhas-barreiras ou embaiamentos sujeitos ao influxo freqüente de areia através de lobos deltaicos. O direcionamento de canais distributários para leste/sudeste e de lobos deltaicos para norte/nordeste, bem como o aumento da influência marinha para norte/noroeste, levam a propor paleocosta orientada genericamente no sentido norte-sul, com áreas continentais localizadas a sul. Depósitos deltaicos similares são também verificados nas bordas sul e sudoeste da bacia, porém a ausência de dados bioestratigráficos tem dificultado a correlação destes estratos.

Figura 2 - Carta estratigráfica simplificada da bacia de São Luis-Grajaú.

As formações Alcântara e Cujupe são bem representadas em afloramentos ocorrentes na porção central e norte da bacia, e incluem uma variedade de depósitos influenciados por ondas e maré, atribuídos a ambientes de ilha-barreira e estuário, respectivamente7, 8, 9. A Formação Alcântara consiste num pacote contendo 30 a 35 m de espessura de arenitos, argilitos e calcários formados por processos de tempestade de grande intensidade e, subordinadamente, correntes de maré, em ambientes marinho-rasos transicionais7. Estes depósitos tipicamente configuram sistemas ilhas-barreira caracterizados pela mistura de faunas de água doce, marinha, e salobra14, o que levou a aventar na possibilidade de conexão com um sistema estuarino do tipo dominado por onda7. A Formação Cujupe, por sua vez, consiste em depósitos estuarinos9, 15 formados dentro de um paleovale localizado na parte leste da bacia, e representado por um extenso cinturão orientado na direção nordeste/sudoeste, o qual é limitado por superfície basal erosiva com relevo de aproximadamente 35 a 40 m, extensão de pelo menos 150 km, e largura de 20 a 30 km9. A porção distal deste sistema estuarino consiste em depósitos formados inteiramente por processos de maré, atribuídos a ambientes deposicionais de canal de maré, preenchimento de baía estuarina, baixios de maré/planície de areia e delta de maré9. A porção proximal corresponde a depósitos de barra de desembocadura, canal fluvial/canal distributário, barra de desembocadura distal/crevasse e baía interdistributária/prodelta, os quais caracterizam um complexo de delta de baía atribuído a um sistema estuarino do tipo dominado por onda15. O prolongamento do paleovale Cujupe a sudoeste, além dos limites da bacia de São Luís, aliado à presença de outros depósitos cretáceos subjacentes à Formação Cujupe e atribuídos a ambientes costeiros até as proximidades de Açailândia (Figura 1), confirma a conexão entre as bacias de São Luís e Grajaú durante o Neocretáceo10, 15, 16.

    Figura 3 - Arcabouço estrutural e seqüências deposicionais que compõem o preenchimento sedimentar da bacia de São Luís-Grajaú.

A integração de dados de afloramento e de subsuperfície utilizando-se perfilagens elétricas de raios gama e seções sísmicas demonstra que as unidades geológicas acima descritas estão inseridas no contexto de três seqüências deposicionais de segunda ordem17 (Figura 3). A Seqüência Deposicional S1, que inclui as formações Codó e Grajaú (Neoaptiano/Eoalbiano), consiste em 450 m de arenitos, folhelhos e, subordinadamente, calcários e evaporitos, formados, de norte para sul, em ambientes marinho raso, lacustre e flúvio/deltaico. A Seqüência Deposicional S2, correspondente à Unidade Indiferenciada eo/mesoalbiana12, possui cerca de 500 m de depósitos arenosos e argilosos também atribuídos a ambientes marinho raso e flúvio/deltaico (Figura 4). A Seqüência Deposicional S3 (Mesoalbiano/Neocretáceo) constitui-se em aproximadamente 600-800 m de argilitos e arenitos formados em vales estuarinos incisos. Estes depósitos incluem a porção superior da Unidade Indiferenciada, bem como as formações Alcântara (Neoalbiano/Cenomaniano) e Cujupe (Neocretáceo?) que ocorrem na borda norte da bacia12.

Figura 4 - Vista geral de afloramento na borda leste da bacia do Grajaú, ilustrando depósitos aptianos da Formação Codó recobertos discordantemente por depósitos albianos da Unidade Indiferenciada (linha tracejada indica posição da discordância entre estas unidades).

Além dos depósitos cretáceos, a bacia de São Luis-Grajaú apresenta cobertura cenozóica que, apesar de muito delgada, é excepcionalmente bem representada em afloramentos, permitindo uma reconstrução precisa da história geológica durante este tempo. Grande parte desses depósitos são de idade miocênica (Figura 2), os quais consistem em um intervalo de, no máximo, 40 m de espessura, que ocorre em discordância sobre as rochas cretáceas. Três unidades foram reconhecidas, correspondentes aos termos litoestratigráficos Pirabas/Barreiras Inferior, Barreiras Médio/Superior e Barreiras Superior. Estes depósitos representam sedimentação inicialmente do tipo mista carbonático-siliciclástica que evoluiu para exclusivamente siliciclástica para o topo, tendo sido formados em sistema estuarino de vales incisos18, 19. A sucessão estuarina representa uma fase de elevação do nível do mar relativo na região, sendo que as várias unidades estratigráficas reconhecidas nesta sucessão miocênica registram variações do nível do mar de maior freqüência que se superpuseram ao processo transgressivo que culminou com o preenchimento do vale inciso.

Depósitos sobrejacentes à sequência miocênica, incorporados genericamente sob a designação "Sedimentos Pós-Barreiras", são ainda pouco estudados. Estes consistem em areias com granulação fina a muito fina, bem selecionadas, bem arredondadas e localmente com estruturas de dissipação de dunas, levando a atribuí-los, pelo menos em sua parte mais superior, a processos eólicos. Entretanto, argilas e areias finas bioturbadas são também comuns nestes depósitos, ocorrendo como preenchimento de paleovales que cortam a sucessão miocênica, formando depressões com relevo erosional de até 10 m.

O registro paleontológico da bacia de São Luís-Grajaú é bastante variado, sendo que os fósseis ocorrem dispersos nos afloramentos ou concentrados em horizontes estratigráficos formando camadas extremamente fossilíferas. Em particular, destacam-se as ocorrências de palinomorfos13, 20, 21, 22, 23, 24 e concentrações de ostracodes e peixes na Formação Codó. Ornitópodes, terópodes, saurópodes, peixes, crocodilos e quelônios formam bone-beds na Unidade Indiferenciada e Formação Alcântara expostas ao longo do Rio Itapecuru e na Ilha do Cajual, respectivamente25, 26, 27, 28, 29, 30, 31. Estas unidades também apresentam horizontes com pegadas de dinossauros bem preservadas (Figura 5), como registrado em diversas localidades da porção nordeste da bacia32, 33, 34, 35. Biválvios e gastrópodos, além de âmbar e troncos carbonizados ou silicificados, são também abundantes nestes depósitos.

 

 

Figura 5 - Pegada de dinossauro terópode da localidade de Ponta da Guia, município de São Luís, Maranhão (foto: Ismar de Souza Carvalho).

 

O registro de dinossauros é bem conhecido na borda norte da bacia de São Luís-Grajaú, particularmente na localidade da Ilha do Cajual, onde ocorrem em associação com depósitos residuais transgressivos atribuídos ao Albiano Superior-Cenomaniano. Dentre os gêneros descritos até o momento destacam-se Carcharodontosaurus e Spinosaurus28 e um saurópode Diplodocoidea, Amazonsaurus maranhensis29 (Figura 6). Horizontes estratigráficos marcados por concentrações extremamente abundantes de fósseis de vertebrados (ornitópodes, terópodes, saurópodes e peixes) e troncos silicificados são também verificados em depósitos eo/meso-albianos aflorantes ao longo do rio Itapecuru, na região centro leste da bacia de São Luís-Grajaú. Fósseis são também extremamente abundantes na Formação Pirabas, a qual é conhecida como uma das unidades cenozóicas mais fossilíferas do Brasil.

Uma diversidade de fósseis já foi registrada para a Formação Pirabas aflorante na Plataforma Bragantina, localizada a noroeste do Estado do Maranhão, em área adjacente à bacia de São Luís-Grajaú. Este registro inclui várias espécies de invertebrados (foraminíferos, briozoários, gastrópodos, biválvios, corais, etc.), peixes ósseos e cartilaginosos36, 37, 38, crustáceos39, sirênios, crocodilos, quelônios e arraias. O grupo mais diversificado é o de tubarões, com cinco famílias e dez espécies, sendo as espécies Carcharhinus ackermannii e Galeocerdo paulinoi exclusivas desta unidade. Os peixes ósseos são também variados incluindo quatro espécies endêmicas: Sphyraena cunhai, Sphyraena egleri, Diodon ferreirai, and Sphaerodus paraensenis. Os sirênios merecem ser destacados por se constituir na associação mais variada conhecida para uma mesma unidade, incluindo Dioplotherium, Metaxytherium e Rytiodon40, 41.

 

Figura 6 - a, b) Fotografia do crânio e reconstituição de Candidodon itapecuruense, crocodilo notossúquio da Formação Itapecuru, proveniente da seção tipo da Formação Itapecuru, município de Itapecuru-Mirim, Maranhão25; c) Íleo esquerdo de Amazonsaurus maranhensis, um saurópode Diplodocoidea29; d) Reconstituição de Amazonsaurus maranhensis (a, c: foto de Ismar de Souza Carvalho; b, d: arte de Ariel Milani Martine).

 

A combinação de informações paleontológicas, litológicas, de estruturas sedimentares e argilominerais possibilitou a reconstituição da tendência geral de variabilidade climática através do Cretáceo na bacia de São Luís-Grajaú, a qual não mostra muita divergência relativamente ao padrão climático proposto para outras bacias brasileiras durante este período. Assim, climas quentes e semi-áridos tipificaram o Neoaptiano. Esta tendência climática perdurou através do Albiano. Na transição Albiano-Cenomaniano, registram-se variações climáticas, principalmente no que concerne à umidade, uma tendência que parece ter se estendido através do Neocretáceo.

  1. Góes, A. M. & Coimbra, A. M. 1996. As bacias sedimentares da Província Sedimentar do Meio-Norte. In: Simpósio de Geologia da Amazônia, 5, Belém, Pará, 1996. Boletim de Resumos Expandidos, pp. 186-187.

  2. Góes, A. M. & Rossetti, D. F. 2001. Gênese da Bacia de São Luís-Grajaú, meio norte do Brasil. In: Rossetti, D. F., Góes, A. M. & Truckenbrodt, W. (eds.), O Cretáceo da Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 15-31.

  3. Góes, A. M. 1995. A Formação Poti (Carbonífero Inferior) da Bacia do Parnaíba. Universidade de São Paulo, Instituto de Geociências, São Paulo, Tese de doutorado não publicada, 171 pp.

  4. Azevedo, R. P. 1991. Tectonic evolution of Brazilian equatorial margin basins. University of London, London, Tese de doutorado não publicada, 445 pp.

  5. Aranha, L. G. F.; Lima, H. L.; Souza, J. M. P. & Makino, R. K. 1990. Origem e evolução das bacias de Bragança-Viseu, São Luís e Ilha Nova. In: Raja Gabaglia, G.P. & Milani, E.J. (eds.), Origem e Evolução de Bacias Sedimentares. Rio de Janeiro, Petrobrás, pp. 221-233.

  6. Rossetti, D. F. 1996. Facies analysis and sequence stratigraphic significance of the Upper Itapecurú Formation, São Luís Basin, northern Brazil. University of Colorado at Boulder, Tese de doutorado não publicada, 219 pp.

  7. Rossetti, D. F. 1997. Facies analysis of the Lower Succession of the Upper Itapecurú Formation, São Luís Basin, northern Brazil. In: Costa, M.L. & Angelica, R. (eds.) Contribuições à Geologia da Amazônia. Belém, Editora Falângola, pp. 241-284.

  8. Rossetti, D. F. 1997. Sedimentology and sequential analysis of Cenomanian to early Tertiary (?) deposits in northern Brazil. In: Simpósio Latinoamericano de Sedimentologia, 1, Isla Margarita, Venezuela, 1997. Boletim de Resumos Expandidos, 2: 233-237.

  9. Rossetti, D. F. 1998. Facies architecture and sequential evolution of incised valley estuarine fills: the Upper Itapecurú Formation (São Luís Basin), northern Brazil. Journal of Sedimentary Research, 68: 299-310.

  10. Góes, A. M.; Rossetti, D. F. & Coimbra, A. M. 1999. A Bacia do Grajaú, Estado do Maranhão, Brasil. In: Simpósio Sobre o Cretáceo no Brasil, 5/Simpósio Sobre el Cretácico de América del Sur, 1, Serra Negra, São Paulo, 1999. Boletim de Resumos Expandidos, pp. 255-261.

  11. Paz, J. D. S & Rossetti, D. F. 2001. Reconstrução paleoambiental da Formação Codó (Aptiano), borda leste da Bacia do Grajaú, MA. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 77-100.

  12. Rossetti, D. F. & Truckenbrodt, W. 1997. Revisão estratigráfica para os depósitos do Albiano-Terciário (?) na Bacia de São Luís, Maranhão. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Ciências da Terra, 9: 31-43.

  13. Pedrão, E.; Lima, H. P.; makino, R. K. & Barrilari, I. M. R. 2002. Palinoestratigrafia e evolução ambiental da seção cretácea das bacias de Bragança-Viseu e São Luís (margem equatorial brasileira). Acta Geologica Leopoldensia, 54: 21-39.

  14. Klein, V. C. & Ferreira, C. S. 1979. Paleontologia e estratigrafia de uma fácies estuarina da Formação Itapecuru, Estado do Marnahão. Anais da Academia Brasileira de Ciências, 51: 523-533.

  15. Lima, R. D. & Rossetti, D. F. 2001 Análise faciológica e sequencial de depósitos de delta de baía (Neocretáceo), Bacia do Grajaú, MA. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 151-175.

  16. Anaisse Jr., J.; Truckenbrodt W. & Rossetti D. F. 2001. Fácies de um sistema estuarino-lagunar no Grupo Itapecurú, região de Açailândia/MA, Bacia do Grajaú. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 119-150.

  17. Rossetti, D. F. 2001. Evidência de atividade sísmica sinsedimentar em depósitos cretáceos da Bacia de São Luís-Grajaú. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 47-67.

  18. Rossetti, D. F. 2000. Influence of low amplitude/high frequency relative sea-level changes in a wave-dominated estuary (Miocene), São Luís Basin, northern Brazil. Sedimentary Geology, 133: 295-324.

  19. Rossetti, D. F. 2001. Late Cenozoic sedimentary evolution in northeastern Pará, within the context of sea level changes. Journal of South America Earth Sciences, 14: 77-89.

  20. Antonioli, L. 2001. Estudo palino-estratigráfico da Formação Codó - Cretáceo Inferior do Nordeste brasileiro. Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tese de doutorado não publicada, 265 pp.

  21. Rossetti, D. F.; Góes, A. M. & Arai, M. 2001. A passagem Aptiano-Albiano na Bacia de São Luís-Grajaú, MA. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 101-117.

  22. Pedrão, E.; Arai, M.; Barrilari, I. M. R. & Carvalho, I. S. 1993. Análise palinológica de uma amostra de superfície de Querru (Formação Itapecuru), Município de Itapecuru-Mirim (MA). In: Congresso Brasileiro de Paleontologia, 13, São Leopoldo, Rio Grande do Sul, 1993. Sociedade Brasileira de Paleontologia, UNISINOS, CPRM, Resumos, p. 175.

  23. Pedrão, E. & Martins, F. J. C. 1999. Palinoestratigrafia de um afloramento da Formação Itapecuru (Bacia do Parnaíba) em Rosário, Estado do Maranhão: correlações cronoestratigráficas. Anais da Academia Brasileira de Ciências, 71: 767-776.

  24. Arai, M. 2001. Palinologia de depósitos cretáceos no nore e meio-norte do Brasil: histórico e estado-de-arte. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 175-190.

  25. Carvalho, I. S. 1994. Candidodon: um crocodilo com heterodontia (Notosuchia, Cretáceo Inferior- Brasil) Anais da Academia Brasileira de Ciências, 66: 331-346.

  26. Medeiros, M. A.; Corrêa Martins, F.; Silva Jr., F. R.; Pontes, H. & Vilas Bôas, I. 1996. A laje do Coringa (Ilha do Cajual - MA): depósitos conglomeráticos fossilíferos contendo restos de dinossauros. Revista de Geologia, 9: 123-129.

  27. Vilas Bôas, I; Carvalho, I. S.; Medeiros, M. A. & Pontes, H. 1999. Dentes de Carcharodontosaurus (Dinosauria, Tyranno-sauridae) do Cenomaniano, Bacia de São Luís (Norte do Brasil). Anais da Academia Brasileira de Ciências, 71: 846-847.

  28. Medeiros, M. A. & Schultz, C. L. 2001. Uma paleocomunidade de vertebrados do Creáceo Médio, Bacia de São Luís. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 209-223.

  29. Carvalho, I. S.; Avilla, L. S. & Salgado, L. 2003. Amazonsaurus maranhensis gen. et sp. nov. (Sauropoda, Diplodocoidea) from the Lower Cretaceous (Aptian-Albian) of Brazil. Cretaceous Research, 24: 697-713.

  30. Vilas Boas, I.; Carvalho, I. S.; Medeiros, M. A. & Pontes, H. 1999. Dentes de Carcharodontosaurus (Dinosauria, Tyranno-sauridae) do Cenomaniano, Bacia de São Luís (Norte do Brasil). Anais da Academia Brasileira de Ciências, 71: 846-653.

  31. Moraes-Santos, H. M.; Melo, C. C. S.; Toledo, P. M. & Rossetti, D. F. 2001. Ocorrência de Pleurodira na Formação Alcântara (Albiano-Cenomaniano), Bacia de São Luís, MA. In: Rossetti, D. F.; Góes A. M., & Truckenbrodt W. (eds.), O Cretáceo na Bacia de São Luís-Grajaú. Belém, Coleção Friedrich Katzer, Museu Paraense Emílio Goeldi, pp. 235-244.

  32. Carvalho, I. S. 1994. As ocorrências de icnofósseis de vertebrados na bacia de São Luís, Cretáceo Superior do Maranhão. In: Simpósio sobre o Cretáceo do Brasil, 3, Rio Claro, São Paulo, 1994. Boletim de Resumos Expandidos, pp. 119-122.

  33. Carvalho, I. S. 1994. Contexto tafonômico das pegadas de terópodes da praia da Baronesa (Cenomaniano, Bacia de São Luís). In: Congresso Brasileiro de Geologia, 38, Balneário Camboriú, Santa Catarina, 1994. Sociedade Brasileira de Geologia, Resumos Expandidos, 3: 211-212.

  34. Carvalho, I. S. 1995. As pistas de dinossauros da Ponta da Guia (Bacia de São Luís, Cretáceo Superior - Maranhão, Brasil). Anais da Academia Brasileira de Ciências, 67: 413-431.

  35. Carvalho, I. S. & Gonçalves, R. A. 1994. Pegadas de dinossauros neocretáceas da Formação Itapecurú, Bacia de São Luís (Maranhão, Brasil). Anais da Academia Brasileira de Ciências, 66: 279-291.

  36. Silva-Santos, R. & Travassos, H. 1960. Contribuição à paleontologia do Estado do Pará. Perixes fósseis da Formação Pirabas. Departamento Nacional da Produção Mineral, Monografia, 16: 1-35.

  37. Silva-Santos, R. & Salgado, M. S. 1971. Contribuição à paleontologia do Estado do Pará. Novos restos de peixes da Formação Pirabas. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Ciências da Terra, 16: 1-16.

  38. Malabarba, M. C. S. L. 1991. On new fish remains from Pirabas Formation: Tertiary of Pará State, Brazil. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Ciências da Terra, 3: 3-10.

  39. Brito, I. M. 1972. Contribuição ao conhecimento dos crustáceos decápodes da Formação Pirabas. II. O gênero Uca (Brachyura-Ocypodidae). Anais da Academia Brasieleira de Ciências, 47: 95-98.

  40. Toledo, P. M. 1989. Sobre novos achados de sirênios (Sirenotherium Pirabense, Paula Couto, 1967) na Formação Pirabas (Pará, Brasil). Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Ciências da Terra, 1: 5-10.

  41. Toledo, P. M. & Domning, D. P. 1989. Fóssil Sirenia (Mammalia: Dungongidae) from the Pirabas Formation (Early Miocene), Northern Brazil. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Série Ciências da Terra , 1: 119 - 146.

Anterior Acima Próximo

Anterior ] Acima ] Próximo ]