Neste número:

  1. Chapada do Araripe – em busca da preservação
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Ano 1

Número 8

Agosto 1999

Libélula fóssil do Cretáceo/Neoaptiano (cerca de 115 milhões de anos) da bacia do Araripe, Ceará. Acervo do Museu Paleontológico da URCA (MPSC-I485), Santana do Cariri (Ceará). Foto: Wagner Souza Lima.

XVI Congresso Brasileiro de Paleontologia

A paleontologia e o futuro da vida

No início deste mês de Agosto, grande parte da equipe da Fundação Paleontológica Phoenix esteve presente ao XVI Congresso Brasileiro de Paleontologia, realizado na cidade do Crato, no Ceará. O evento contou com a participação de pesquisadores de diversas partes do país, e mesmo do exterior. Este número do nosso informativo é dedicado a este importante evento que congregou a comunidade paleontológica, relatando ainda os programas que estão sendo desenvolvidos na região da Chapada do Araripe voltados à preservação dos fósseis e dos sítios fossilíferos. Tendo como tema central "A paleontologia e o futuro da vida", o congresso contou com um número significativo de trabalhos voltados aos aspectos educacionais e de preservação do patrimônio fóssil brasileiro.

A equipe da Fundação, além de trabalhos de cunho científico, apresentou um painel intitulado "A Fundação Paleontológica Phoenix - preservação, pesquisa e ensino de paleontologia no Estado de Sergipe". Com este painel, foi possível atingir um grande público que mostrou-se bastante receptivo e interessado em participar e colaborar com as atividades desenvolvidas pela nossa instituição.

A equipe da Fundação em visita ao Museu Paleontológico em Santana do Cariri, Ceará, acompanhado por seu diretor, o Prof. Plácido Cidade Nuvens (Foto: Wagner Souza Lima).

Chapada do Araripe – em busca da preservação

A realização do congresso paleontológico na cidade do Crato permitiu o contato mais direto da comunidade científica brasileira com as iniciativas que estão sendo desenvolvidas na região para a preservação de um dos maiores sítios paleontológicos do país e mesmo do mundo.

Santana do Cariri, um pequeno município situado nos sopés da Chapada do Araripe, contando com pouco mais de 16 mil habitantes, soube investir adequadamente na preservação deste seu patrimônio natural.

Com o esforço do Professor Plácido Cidade Nuvens, foi organizado o museu paleontológico de Santana do Cariri, importante exemplo na preservação do nosso patrimônio fossilífero, permitindo a permanência de uma coleção de referência paleontológica junto ao sítio de onde provém, o que facilita o acesso aos pesquisadores e aumenta a confiabilidade dos dados de procedência do material fóssil, fundamentais para qualquer pesquisa científica.

O museu é também uma importante alternativa turística para esta região, somando-se às várias atrações naturais dos arredores. O habitante da região sente-se ainda valorizado ao poder colaborar, sem prejuízos à ciência brasileira, com a divulgação de sua terra e de sua riqueza.

Visita ao parque temático "Pterolândia", em fase de implantação (Foto: Paulo Roberto S. Santos).

Além do museu, está sendo criado na região, a cerca de 3,5 km da sede do município, um parque temático denominado "Pterolândia - A Terra dos Pterossauros". Assim como o museu, o parque é também coordenado pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Integra a primeira etapa do parque duas réplicas em tamanho natural de um dinossauro e de um pterossauro, além de uma escavação através da qual tem-se acesso às camadas fossilíferas da Formação Santana.

A cidade do Crato conta também com uma pequena mostra paleontológica, através de convênio entre o Centro de Pesquisas Paleontológicas da Chapada do Araripe, vinculado ao Departamento Nacional de Produção Mineral, e a Prefeitura Municipal.

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